quinta-feira, 28 de julho de 2016

Marx e a Filosofia como emancipação – Jairo Marçal.



Espinosa: Considerações sobre o Tratado Breve – Paulo Vieira Neto



sábado, 21 de maio de 2016

Outra Vez


Uma história simples que escrevi quando adolescente sobre uma aventura que uma família passa em meio a uma mata...



sexta-feira, 20 de maio de 2016

Questões sobre Filosofia da Ciência - Prova


01) A ciência é um conhecimento racional dedutivo e demonstrativo como a matemática, portanto, capaz de provar a verdade necessária e universal de seus enunciados e resultados, sem deixar nenhuma dúvida. (CHAUI, M. Convite à Filosofia, p. 221). O trecho acima resume qual concepção de ciência? (0,25)

a) Empirista
b) Construtivista
c) Quântica
d) Racionalista
e) Nenhuma das alternativas acima.

02) “Mas, logo em seguida, adverti que, enquanto eu queria assim pensar que tudo era falso, cumpria necessariamente que eu, que pensava, fosse alguma coisa. E, notando que esta verdade: eu penso, logo existo, era tão firme e tão certa que todas as mais extravagantes suposições dos céticos não seriam capazes de a abalar, julguei que podia aceitá-la, sem escrúpulo, como o primeiro princípio da Filosofia que procurava.” DESCARTES. R. Discurso do método. Coleção Os Pensadores. São Paulo: Nova Cultural, 1987, p. 46. (0,25)

Considerando a citação acima, é correto afirmar que:

a) Na tentativa de pôr tudo em dúvida, Descartes não consegue duvidar da existência do cogito (eu penso).
b) Pautando-se pelo exemplo dos céticos, Descartes não pretende encontrar nenhum conhecimento, pois quer apenas pensar que tudo é falso.
c) O pensamento de Descartes se restringe à constatação de que toda informação sensível e corpórea é falsa.
d) Na busca do primeiro princípio da Filosofia, Descartes põe o próprio cogito (eu penso) em dúvida.
e) Todas as alternativas estão corretas.

03) (IFRN 2009) Uma ideia fundamental do pensamento científico é que existe uma relação necessária entre causa e efeito, de tal forma que, conhecendo as causas, os efeitos podem ser previstos. David Hume, por meio de uma argumentação empírica, deduzida da experiência real observando o choque das bolas de bilhar, demonstra que a relação de causa e efeito se baseia apenas: (0,25)

a) No hábito.
b) Nas ideias.
c) No pensamento.
d) No movimento.
e) Nas ciências

04) Descartes empregou um método universal para o conhecimento. Qual das seguintes alternativas não está de acordo com o método cartesiano? (0,25)

a) Nada pode ser aceito como verdade mesmo quando reconhecido como tal.
b) Deve-se dividir os problemas em tantas partes quanto possível.
c) A reflexão deve seguir uma ordem definida, começando com o que for mais simples.
d) Deve-se ter certeza de que tudo foi examinado, sem omissões.
e) A ordem da reflexão pode ser inteiramente fictícia.

05) Hume pode ser considerado como um dos principais filósofos empiristas modernos. A respeito do pensamento de Hume sobre o conhecimento, é incorreto afirmar: (0,25)

a) Todos os conhecimentos não lógicos baseiam-se nas sensações.
b) Conhecimentos metafísicos podem ser provados como verdadeiros.
c) As percepções da mente humana se dividem em impressões e ideias.
d) Todas as ideias cujas impressões se assemelham são associadas na mente.
e) É possível fundamentar o conhecimento com base na indução.

06) (UFSJ 2010)  “Galileu e seus sucessores, atirando objetos de alturas para o solo, e fazendo rolar esferas sobre planos inclinados, contrastavam nitidamente seus métodos com a anterior e habitual especulação inspirada na Metafísica Aristotélica. Achavam-se, pois, abertamente em jogo os procedimentos adequados para a elaboração do Conhecimento. E era preciso não somente determinar esses procedimentos, mas trazer a sua justificação e reeducar-se na condução dos novos métodos. Tanto mais que tais métodos iam chocar-se em última instância com preconceitos profundamente implantados em concepções tradicionais que traziam o poderoso selo de convicções religiosas. As necessidades do momento levavam assim os homens de pensamento a se deterem atentamente nos problemas do Conhecimento. O que, afora as estéreis manipulações verbais a que se reduzira a Lógica formal clássica, praticamente já não detinha a atenção de ninguém”.

Assinale a alternativa que expressa o problema central desse fragmento de texto. (0,25)

a) A tentativa dos modernos em empreender uma nova metodologia para a Ciência e para a Filosofia.  
b) A iminente necessidade de se praticar uma Filosofia conduzida por novos métodos e técnicas de aprimoramento da metafísica aristotélica.  
c) A grande emergência de se fazer uma total integração da Filosofia com a Ciência através de uma tentativa de equiparação dos seus métodos.  
d) A constatação de que a Filosofia passaria a assumir o comprometimento com as questões relativas ao problema da retórica aristotélica bem como do conhecimento teológico.

07) (ENADE 2005) Uma vez encontrado um primeiro paradigma com o qual conceber a Natureza, já não se pode mais falar em pesquisa sem qualquer paradigma. Rejeitar um paradigma sem simultaneamente substituí-lo por outro é rejeitar a própria ciência.
O resultado final de uma sequência de tais seleções revolucionárias, separadas por períodos de pesquisa normal, é o conjunto de instrumentos notavelmente ajustados que chamamos de conhecimento científico.
Estágios sucessivos desse processo de desenvolvimento são marcados por um aumento de articulação e especialização do saber científico. Todo esse processo pode ter ocorrido, como no caso da evolução biológica, sem o benefício de um objetivo preestabelecido, sem uma verdade científica permanentemente fixada, da qual cada estágio do desenvolvimento científico seria um exemplar mais aprimorado. (0,25)

Tendo o texto acima como referência e considerando a filosofia da ciência de Thomas Kuhn, julgue os itens que se seguem.

I Para Kuhn, os paradigmas, em grande medida, governam algum estágio das ciências.
II Em períodos de ciência normal, a ciência pode dispensar os paradigmas.
III Identifica-se, no segundo parágrafo, uma definição kuhniana de conhecimento científico.
IV Kuhn sugere um modelo evolucionista para descrever a dinâmica do saber científico; isso não é incompatível com alguma noção de progresso nas ciências.
V O modelo evolucionista adotado por Kuhn é contraditório, pois, se não há uma verdade fixada, não pode haver ciência.

Estão certos apenas os itens
a) I, II e IV.
b) I, II e V.
c) I, III e IV.
d) II, III e IV.
e) III, IV e V.
08) O esquema analítico kuhniano (desenvolvido fundamentalmente em sua obra A Estrutura das Revoluções Científicas) defende que a evolução da ciência ocorreria através de uma sucessão de períodos de "ciência normal" esporadicamente rompidos por "revoluções científicas". Sobre a noção de "paradigma" e seus problemas, é incorreto afirmar:  (0,25)

a)  No pós-escrito à segunda edição de sua obra, Kuhn reconhece ter formulado o conceito de paradigma de maneira ambígua, o reformula e passa a denominá-lo "matriz disciplinar".
b) É possível entender o conceito de paradigma num sentido global, sociológico, que determina o conjunto de crenças e métodos compartilhados pela comunidade científica.
c) Em um sentido estrito, o paradigma deve ser entendido como a constelação de exemplos clássicos, compartilhados e aceitos sem questionamentos pela comunidade - os "exemplares".
d) Somente a consolidação de um paradigma pode caracterizar o empreendimento de uma comunidade como sendo científico. E é o estudo dentro do paradigma constituído o que capacitará o estudioso de uma ciência a se integrar numa comunidade científica.
e) Segundo Kuhn, a ciência seria o único empreendimento humano que promoveria um acúmulo crescente e linear do conhecimento humano. Acerca desta questão ele não divergia de Popper.

09) Analise o texto abaixo:
"[...] nem a ciência nem o desenvolvimento do conhecimento têm probabilidades de ser compreendidos se a pesquisa [for] vista apenas através das revoluções que produz de vez em quando"(...) "Um olhar cuidadoso dirigido à atividade científica dá a entender que é a ciência normal, onde não ocorrem os tipos de testes de Sir Karl, e não a ciência extraordinária que quase sempre distingue a ciência de outras atividades. A existir um critério de demarcação (entendo que não devemos procurar um critério nítido nem decisivo), só pode estar na parte da ciência que Sir Karl ignora."
Kuhn, "Reflexões sobre meus críticos". In: Lakatos, I.; Musgrave, A. (orgs.), A crítica e o desenvolvimento do conhecimento. São Paulo: Cultrix,1979, p. 11.
Identifique as afirmativas abaixo como verdadeiras ( V ) ou falsas ( F ). (0,25)

A famosa polêmica Popper-Kuhn, brevemente ilustrada no trecho acima, teve como alguns de seus pontos-chave:

(__) Numa situação de crise, a disputa entre o paradigma até então dominante e o candidato a novo não pode ser decidida por critérios unicamente racionais, como queria Popper. Para Kuhn, a substituição da antiga pela nova abordagem assume a natureza de uma conversão quase que religiosa, envolvendo uma mudança-Gestalt.
(__) Em termos kuhnianos, poder-se-ia dizer que Popper entendia e procurava explicar a ciência como um empreendimento em eterna "revolução", o que estaria em total desacordo com o que de fato teria ocorrido nos episódios mais marcantes da história da ciência.
(__) Um dos pontos mais polêmicos da proposta kuhniana foi o fato de ele não ter se preocupado em estabelecer, à risca, uma linha fronteiriça entre ciência e não ciência. Para ele existiriam, no âmago da própria ciência, elementos que são claramente sociológicos, como autoridade, hierarquia e grupos de referência.
(__) A tendência a preservar teorias e torná-las imunes à crítica, que Popper relutantemente aceita como sendo um afastamento da ciência de prática superior, torna-se a norma do comportamento do cientista, na proposta de Kuhn.

Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
a) V - V - V - V
b) V - V - F - F
c) V - F - V - F
d) F - V - F - V
e) F - F - V – V

10) (Uel 2011)  Leia o texto a seguir. (0,25)

[...] não exigirei que um sistema científico seja suscetível de ser dado como válido, de uma vez por todas, em sentido positivo; exigirei, porém, que sua forma lógica seja tal que se torne possível validá-lo através de recurso a provas empíricas em sentido negativo [...]. (POPPER, K. A lógica da pesquisa científica. Trad. L. Hegenberg e O. S. da Mota. São Paulo: Cultrix, 1972. p. 42.)

Assinale a alternativa que corresponde ao critério de avaliação das teorias científicas empregado por Popper.

a) Falseabilidade  
b) Organicidade  
c) Confiabilidade  
d) Dialeticidade  
e) Diferenciabilidade

11) (UFSJ 2013)  O Círculo de Viena foi um importante marco para a filosofia e, exemplarmente, propôs que: (0,25)

a) antes de ser classificado de percepção extrema ou subjetividade, todo e qualquer dado deve ser sistematicamente analisado.   
b) em qualquer evento, existe algo de subjetivo e isso é disfarçado pelas extraordinárias extensões no mundo metafísico.   
c) para ser aceita como verdadeira, uma teoria científica deveria passar pelo crivo da verificação empírica.   
d) no limite do que o sujeito pode perceber e do que é exatamente o objeto há um abismo de possibilidades e é nisso que consiste a importância da metafísica.

12) (Enem 2012) TEXTO I
Anaxímenes de Mileto disse que o ar é o elemento originário de tudo o que existe, existiu e existirá, e que outras coisas provêm de sua descendência. Quando o ar se dilata, transforma-se em fogo, ao passo que os ventos são ar condensado. As nuvens formam-se a partir do ar por feltragem e, ainda mais condensadas, transformam-se em água. A água, quando mais condensada, transforma-se em terra, e quando condensada ao máximo possível, transforma-se em pedras. BURNET, J. A aurora da filosofia grega. Rio de Janeiro: PUC-Rio, 2006 (adaptado).
TEXTO II
Basílio Magno, filósofo medieval, escreveu: “Deus, como criador de todas as coisas, está no princípio do mundo e dos tempos. Quão parcas de conteúdo se nos apresentam, em face desta concepção, as especulações contraditórias dos filósofos, para os quais o mundo se origina, ou de algum dos quatro elementos, como ensinam os Jônios, ou dos átomos, como julga Demócrito. Na verdade, dão a impressão de quererem ancorar o mundo numa teia de aranha”. GILSON, E.; BOEHNER, P. História da Filosofia Cristã. São Paulo: Vozes, 1991 (adaptado). Filósofos dos diversos tempos históricos desenvolveram teses para explicar a origem do universo, a partir de uma explicação racional. As teses de Anaxímenes, filósofo grego antigo, e de Basílio, filósofo medieval, têm em comum na sua fundamentação teorias que: (0,25)

a) Eram baseadas nas ciências da natureza.
b) Refutavam as teorias de filósofos da religião.
c) Tinham origem nos mitos das civilizações antigas.
d) Postulavam um princípio originário para o mundo.
e) Defendiam que Deus é o princípio de todas as coisas.

13) Existem certas características básicas que diferenciam os argumentos dedutivos dos indutivos.
Analise as características abaixo:

1. A conclusão encerra informação que nem implicitamente estava contida nas premissas.
2. Se todas as premissas forem verdadeiras, a conclusão também será, necessariamente.
3. Toda a informação ou conteúdo factual da conclusão já estava, pelo menos implicitamente, contido nas premissas. 
4. Se todas as premissas são verdadeiras, a conclusão é provavelmente - porém não necessariamente - verdadeira.

Assinale a alternativa que relaciona corretamente as características acima ao respectivo tipo de argumento.
a) 1. dedutivo; 2. dedutivo; 3. indutivo; 4. indutivo.
b) 1. dedutivo; 2. indutivo; 3. indutivo; 4. dedutivo.
c) 1. dedutivo; 2. indutivo; 3. dedutivo; 4. indutivo.
d) 1. indutivo; 2. dedutivo; 3. dedutivo; 4. indutivo.
e) 1. indutivo; 2. indutivo; 3. dedutivo; 4. dedutivo.    

14) Em sua obra Crítica da Razão Pura, o filósofo alemão Immanuel Kant (1724-1804) compara a revolução copernicana com a mudança operada por ele próprio na relação entre sujeito e objeto no processo cognitivo.
Analise as afirmativas abaixo sobre essa "revolução", que Kant teria causado na filosofia.

1. Tanto racionalistas quanto empiristas concentravam-se em questões referentes aos objetos do conhecimento. Kant inverte os termos e coloca a própria razão humana no centro, como ponto de partida do questionamento.
2. Em resposta à controvérsia entre racionalistas e empiristas, que tomavam como centro de suas argumentações a própria razão humana, Kant revoluciona a filosofia tomando como ponto de partida a realidade exterior.
3. O que Kant defendia é que o sujeito possui as condições de possibilidade de conhecer qualquer coisa, ou seja, possui as "regras" através das quais os objetos podem ser reconhecidos.
4. O que o homem pode conhecer é profundamente marcado pela maneira - humana - pela qual conhecemos.
5. As leis do conhecimento, para Kant, estariam nos objetos do mundo, e não no próprio homem.

Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.

a) São corretas apenas as afirmativas 1 e 2. 
b) São corretas apenas as afirmativas 2 e 5. 
c) São corretas apenas as afirmativas 1, 3 e 4. 
d) São corretas apenas as afirmativas 1, 2 e 3. 
e) São corretas apenas as afirmativas 2, 4 e 5.? 

GABARITO
01
02
03
04
05
06
07
08
09
10
11
12
 D
 A
 A
 A
 B
 A
 C
 E
 A
 C
 
13
14










 D
 C













quarta-feira, 13 de abril de 2016

Algumas ideias acerca da mulher na mitologia, em Ilíada, Pandora, Eva e Maria


Na primeira parte do semestre estudamos em sala um pouco sobre a mitologia grega. A Guerra de Tróia foi um conflito bélico entre aqueus (um dos povos gregos que habitavam a Grécia Antiga) e os troianos, que habitavam uma região da atual Turquia. Esta guerra, que durou aproximadamente 10 anos e aconteceu entre 1300 e 1200 a.C. Lemos em sala a obra de Homero, Ilíada. Percebemos que Helena de Tróia, foi a causa dessa grande batalha.  Isto ocorreu quando o príncipe troiano foi à Esparta, em missão diplomática, e acabou apaixonando-se por Helena. O rapto deixou Menelau enfurecido, fazendo com que este organizasse um poderoso exército. Agamenon foi designado para comandar o ataque aos troianos. Usando o mar Egeu como rota, mais de mil navios foram enviados para Tróia. A guerra termina quando o guerreiro grego Odisseu presenteou os troianos com um grande cavalo de madeira como um presente de paz e desistência da guerra, mas o que os troianos não contavam é que dentro desse cavalo estavam centenas de soldados gregos que depois de adentrarem os portões da cidade executaram seu plano levando tróia à destruição e resgatando Helena.

Depois que perpassamos por essa obra e história, estudamos a teogonia de Hesíodo, seu mito de Pandora. Uma caixa que continha todos os males do mundo. Pandora foi a primeira mulher, criada por Zeus como punição aos homens pela ousadia do titã Prometeu em roubar dos céus o segredo do fogo. Assim Zeus envia Pandora a Epimeteu, irmão de Prometeu que foi condenado a ficar 30.000 anos acorrentado no Monte Cáucaso, tendo seu fígado comido pelo abutr e alertou o irmão quanto ao perigo de se aceitar presentes de Zeus. O irmão não levou a sério e aceitou Pandora como sua esposa. Algumas versões dizem que Pandora trouxe uma caixa e que Epimeteu a abriu, outras versões é a própria Pandora que sozinha e triste em casa pois Epimeteu estava viajando, resolveu abrir a caixa para saciar sua curiosidade. No entanto quando aberta a caixa todos os males do mundo foram libertados (a velhice, o trabalho, a doença, a loucura, a mentira...), restando por fim a esperança.

A mulher perpassa por esses mitos com sua participação "causadora de males". podemos fazer uma analogia de Pandora com Eva relatada em Gêneses. Ambas foram avisadas, uma por Prometeu para ter cuidado e Zeus pediu para não abrir a caixa. Enquanto Eva por "Deus", que pediu para não comer do fruto, mas ambas não suportaram a tentação e realizam a proibição. isso trouxe à humanidade todos os males e sofrimentos. Pelo erro de uma mulher, segundo ela, tentada pela serpente, o mundo passa a ter os males embutidos na própria natureza humana.

Após esses mitos resta-nos pensar que a própria bíblia relata a história de uma outra mulher que no lugar de trazer os males ao mundo é portadora de uma notícia de boa nova. A personagem Maria, assim como Pandora também ganha um presente de Deus, mas sua "caixa", ventre ao ser aberto ao mundo libera não os males, mas a grande esperança para muitos povos. Se em Pandora a esperança ficou por último, em Maria a Esperança revela sua primordial missão contra todos os males de uma forma efetiva na pessoa de Cristo. Se por uma mulher o pecado adentrou ao mundo por essa outra a remissão de todos esses males se faz presente para aqueles que creem em sua palavra.

Muitas outras discussões podem ser feitas a partir dessa temática. Foram calorosas conversas e trabalhos apresentados e ao final foi pedido que cada aluno criasse seu próprio mito. Alguns serão postados aqui nos comentários. Se você não é um aluno que participou dessas discussões e consegue imaginar um mito diferente, você é convidado a postar nos comentários o seu mito também.

quarta-feira, 30 de março de 2016

Questões sobre Filosofia da ciência (Gabarito)


01) (UFSJ 2013)  O Círculo de Viena foi um importante marco para a filosofia e, exemplarmente, propôs que:

a) Antes de ser classificado de percepção extrema ou subjetividade, todo e qualquer dado deve ser sistematicamente analisado.   
b) Em qualquer evento, existe algo de subjetivo e isso é disfarçado pelas extraordinárias extensões no mundo metafísico.   
c) Para ser aceita como verdadeira, uma teoria científica deveria passar pelo crivo da verificação empírica.   

d) No limite do que o sujeito pode perceber e do que é exatamente o objeto há um abismo de possibilidades e é nisso que consiste a importância da metafísica.

02) (Uel 2011)  Leia o texto a seguir.

[...] não exigirei que um sistema científico seja suscetível de ser dado como válido, de uma vez por todas, em sentido positivo; exigirei, porém, que sua forma lógica seja tal que se torne possível validá-lo através de recurso a provas empíricas em sentido negativo [...]. (POPPER, K. A lógica da pesquisa científica. Trad. L. Hegenberg e O. S. da Mota. São Paulo: Cultrix, 1972. p. 42.)

Assinale a alternativa que corresponde ao critério de avaliação das teorias científicas empregado por Popper.

a) Falseabilidade   
b) Organicidade   
c) Confiabilidade   
d) Dialeticidade   
e) Diferenciabilidade

03) (Uel 2008)  Considerando a solução apresentada por Karl Popper ao problema da indução nos métodos de investigação científica, é correto afirmar que, para ele, o método científico:

a) é indutivo e racional.   
b) é dedutivo e irracional.   
c) é indutivo e irracional.   
d) não segue os padrões de racionalidade impostos pela lógica.   
e) é dedutivo e racional.  

04) Karl Popper, em "A lógica da investigação científica", se opõe aos métodos indutivos das ciências empíricas. Em relação a esse tema, diz Popper: "Ora, de um ponto de vista lógico, está longe de ser óbvio que estejamos justificados ao inferir enunciados universais a partir dos singulares, por mais elevado que seja o número destes últimos". Fonte: POPPER, K. R. A lógica da investigação científica. Tradução de Pablo Rubén Mariconda. São Paulo: Abril Cultural, 1980, p.3. 

Com base no texto e nos conhecimentos sobre Popper, assinale a alternativa correta: 

a) Para Popper, qualquer conclusão obtida por inferência indutiva é verdadeira. 

b) De acordo com Popper, o princípio da indução não tem base lógica porque a verdade das premissas não garante a verdade da conclusão.

c) Uma inferência indutiva é aquela que, a partir de enunciados universais, infere enunciados singulares. 
d) A observação de mil cisnes brancos justifica, segundo Popper, a conclusão de que todos os cisnes são brancos. 
e) Para Popper, a solução para o problema do princípio da indução seria passar a considerá-lo não como verdadeiro, mas apenas como provável. 


05) "A filosofia grega parece começar com uma idéia absurda, com a proposição: a água é a origem e a matriz de todas as coisas. Será mesmo necessário deter-nos nela e levá-la a sério? Sim, e por três razões: em primeiro lugar, porque essa proposição enuncia algo sobre a origem das coisas; em segundo lugar, porque faz sem imagem e fabulação; e enfim, em terceiro lugar, porque nela, embora apenas em estado de crisálida, está contido o pensamento: "Tudo é um". A razão citada em primeiro lugar deixa Tales ainda em comunidade com os religiosos e supersticiosos, a segunda o tira dessa sociedade e no-lo mostra como investigador da natureza, mas, em virtude da terceira, Tales se torna o primeiro filósofo grego". 
Fonte: NIETZSCHE, F. Crítica Moderna. In: Os Pré-Socráticos. Tradução de Rubens Rodrigues Torres Filho. São Paulo: Nova Cultural, 1999. p. 43. 

Com base no texto e nos conhecimentos sobre Tales e o surgimento da filosofia, considere as afirmativas a seguir. 

I. Com a proposição sobre a água, Tales reduz a multiplicidade das coisas e fenômenos a um único princípio do qual todas as coisas e fenômenos derivam. 
II. A proposição de Tales sobre a água compreende a proposição "Tudo é um". 
III. A segunda razão pela qual a proposição sobre a água merece ser levada a sério mostra o aspecto filosófico do pensamento de Tales. 
IV. O Pensamento de Tales gira em torno do problema fundamental da origem da virtude. 

A alternativa que contém todas as afirmativas corretas é: 

a) I e II 
b) II e III 
c) I e IV 
d) I, II e IV 
e) II, III e IV 

06) Tendo por base o método cartesiano da dúvida, é correto afirmar que: 

a) Este método visa a remover os preconceitos e opiniões preconcebidas e encontrar uma verdade indubitável. 
b) Ao engendrar a dúvida hiperbólica, o objetivo de Descartes era provar que suas antigas opiniões, submetidas ao escrutínio da dúvida, eram verdadeiras. 
c) A dúvida hiperbólica é engendrada por Descartes para mostrar que não podemos rejeitar como falso o que é apenas dubitável. 
d) Só podemos dar assentimento às opiniões respaldadas pela tradição. 
e) A dúvida metódica surge, no espírito humano, involuntariamente. 

07) Em construção...


domingo, 20 de março de 2016

Filosofia do Direito - Miguel Reale


01 - Mito e Filosofia (Questões com gabarito)


Quando pensamos na transição entre o mito e a filosofia salientamos que mesmo a filosofia nascente trazendo uma proposta mais racional em relação à toda explicação mítica, ela ainda apresentava "vínculos" com a antiga forma de conceber o universo, principalmente se tomamos como exemplo os jônios e todo o pensamento que busca na natureza e seus elementos aquilo que seria o princípio universal de todas as coisas. Enquanto o mito não se importava com as contradições e contos fabulosos, a filosofia organiza seu percurso através da lógica e do uso da razão.
Mas não nos enganemos com essa simples colocação, pois há uma ruptura perceptível entre ambas. Enquanto o mito é envolto de crenças inquestionáveis, a filosofia nasce do próprio rechaço às explicações inquestionáveis e promove uma problematização de tudo. Ela rejeita o sobrenatural e a interferência dos deuses na explicação dos fenômenos naturais. Ela busca ao contrário do mito definir os conceitos e se organizar como um pensamento abstrato que pretende uma explicação da totalidade de toda a realidade de uma forma racional.

Para refletir:

01 - (UEL- 2003) “Zeus ocupa o trono do universo. Agora o mundo está ordenado. Os deuses disputaram entre si, alguns triunfaram. Tudo o que havia de ruim no céu etéreo foi expulso, ou para a prisão do Tártaro ou para a Terra, entre os mortais. E os homens, o que acontece com eles? Quem são eles?” (VERNANT, Jean-Pierre. O universo, os deuses, os homens. Trad. de Rosa Freire d’Aguiar. São Paulo: Companhia das Letras, 2000. p. 56.)

O texto acima é parte de uma narrativa mítica. Considerando que o mito pode ser uma forma de conhecimento, assinale a alternativa correta.
a) A verdade do mito obedece a critérios empíricos e científicos de comprovação.
b) O conhecimento mítico segue um rigoroso procedimento lógico-analítico para estabelecer suas verdades.
c) As explicações míticas constroem-se, de maneira argumentativa e autocrítica.
d) O mito busca explicações definitivas acerca do homem e do mundo, e sua verdade independe de provas.
e) A verdade do mito obedece a regras universais do pensamento racional, tais como a lei de não-contradição.

02 - (UEL – 2004) “Entre os ‘físicos’ da Jônia, o caráter positivo invadiu de chofre a totalidade do ser. Nada existe que não seja natureza, physis. Os homens, a divindade, o mundo formam um universo unificado, homogêneo, todo ele no mesmo plano: são as partes ou os aspectos de uma só e mesma physis que põem em jogo, por toda parte, as mesmas forças, manifestam a mesma potência de vida. As vias pelas quais essa physis nasceu, diversificou-se e organizou-se são perfeitamente acessíveis à inteligência humana: a natureza não operou ‘no começo’ de maneira diferente de como o faz ainda, cada dia, quando o fogo seca uma vestimenta molhada ou quando, num crivo agitado pela mão, as partes mais grossas se isolam e se reúnem.” (VERNANT, Jean-Pierre. As origens do pensamento grego. Trad. de Ísis Borges B. da Fonseca. 12.ed. Rio de Janeiro: Difel, 2002. p.110.)

Com base no texto, assinale a alternativa correta.
a) Para explicar o que acontece no presente é preciso compreender como a natureza agia “no começo”, ou seja, no momento original.
b) A explicação para os fenômenos naturais pressupõe a aceitação de elementos sobrenaturais.
c) O nascimento, a diversidade e a organização dos seres naturais têm uma explicação natural e esta pode ser compreendida racionalmente.
d) A razão é capaz de compreender parte dos fenômenos naturais, mas a explicação da totalidade dos mesmos está além da capacidade humana.
e) A diversidade de fenômenos naturais pressupõe uma multiplicidade de explicações e nem todas estas explicações podem ser racionalmente compreendidas.

03 -(UEL – 2005) Sobre a passagem do mito à filosofia, na Grécia Antiga, considere as afirmativas a seguir.

I. Os poemas homéricos, em razão de muitos de seus componentes, já contêm características essenciais da compreensão de mundo grega que, posteriormente, se revelaram importantes para o surgimento da filosofia.
II. O naturalismo, que se manifesta nas origens da filosofia, já se evidencia na própria religiosidade grega, na medida em que nem homens nem deuses são compreendidos como perfeitos.
III. A humanização dos deuses na religião grega, que os entende movidos por sentimentos similares aos dos homens, contribuiu para o processo de racionalização da cultura grega, auxiliando o desenvolvimento do pensamento filosófico e científico.
IV. O mito foi superado, cedendo lugar ao pensamento filosófico, devido à assimilação que os gregos fizeram da sabedoria dos povos orientais, sabedoria esta desvinculada de qualquer base religiosa.


Estão corretas apenas as afirmativas:

a) I e II.
b) II e IV.
c) III e IV.
d) I, II e III.
e) I, III e IV.

04 - (UEM – Verão 2008) Os filósofos pré-socráticos tentaram explicar a diversidade e a transitoriedade das coisas do universo, reduzindo tudo a um ou mais princípios elementares, os quais seriam a verdadeira natureza ou ser de todas as coisas. Assinale o que for FALSO.

a) Tales de Mileto, o primeiro filósofo segundo Aristóteles, teria afirmado “tudo é água”, indicando, assim, um princípio material elementar, fundamento de toda a realidade.
b) Heráclito de Éfeso interessou-se pelo dinamismo do universo. Afirmou que nada permanece o mesmo, tudo muda; que a mudança é a passagem de um contrário ao outro e que a luta e a harmonia dos contrários são o que gera e mantém todas as coisas.
c) Parmênides de Eléia afirmou que o ser não muda. Deduziu a imobilidade e a unidade do ser do princípio de que “o ser é” e “o não-ser não é”, elaborando uma primeira formulação dos princípios lógicos da identidade e da não-contradição.
d) As teorias dos filósofos pré-socráticos foram pouco significativas para o desenvolvimento da filosofia e da ciência, uma vez que os pré-socráticos sofreram influência do pensamento mítico, e de suas obras apenas restaram fragmentos e comentários de autores posteriores.
e) Para Demócrito de Abdera, todo o cosmo se constitui de átomos, isto é, partículas indivisíveis e invisíveis que, movendo-se e agregando-se no vácuo, formam todas as coisas; geração e corrupção consistiriam, respectivamente, na agregação e na desagregação dos átomos.

05 - (UEM – Verão 2008) O homem tem necessidade de conhecer e de explorar o meio em que vive. O senso comum, o bom senso, a arte, a religião, a filosofia e a ciência são formas de saber que auxiliam o homem a entender o mundo e a orientar suas ações.

Assinale o que for FALSO.

a) O senso comum é o conhecimento adquirido por exigências da vida cotidiana; fornece condições para o agir, todavia é um conjunto de concepções fragmentadas, recebidas sem crítica e, muitas vezes, incoerentes, tornando-se, assim, fonte de preconceitos.
b) O bom senso, ao contrário do senso comum, apresenta-se como uma elaboração refletida e coerente do saber; em vez da aceitação cega de determinações alheias, pelo bom senso o sujeito livre e crítico questiona os valores estabelecidos, e decide pelo que se revela mais sensato ou plausível.
c) A ciência caracteriza-se como um sistema de conhecimentos, expressos em proposições gerais e objetivas sobre a realidade empírica; é um conhecimento construído por um processo de raciocínio rigoroso e metodicamente conduzido, baseado na experiência, permitindo explicar, prever e atuar sobre os fenômenos.
d) Religião e filosofia são duas formas antagônicas de interpretação da realidade; a filosofia, unicamente com o raciocínio lógico-formal, busca entender apenas o mundo natural e o humano; a religião ocupa-se apenas da razão.
e) O conhecimento filosófico caracteriza-se como um saber elucidativo, crítico e especulativo; como elucidativo, visa a esclarecer e a delimitar conceitos e problemas; como crítico, nada aceita sem exame prévio e reflexão; como especulativo, assume a atitude teórica e globalizadora, que envolve os problemas em uma visão total.
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