domingo, 27 de abril de 2014

Autonomia e autoconstrução!


Uma fresta de luz,
Uma retina, uma lembrança, uma sensação,
Mas não era uma luz sensorial, tampouco eram as retinas dos meus olhos.
A miopia era mais profunda e não somente minha,
E a fresta de luz era muito desbotada, quase imperceptível.

Acredito que propositalmente querem que não enxerguemos,
Nos facilitam caminhos para os olhos não usar,
Nos acostumam com a hipocrisia viajar.
Querem promover nossa adaptação,
Querem que gozemos com os prazeres da multidão.

Mas quem nos persegue dessa forma?
Qual o motivo, a razão dessa castração?
Se acostumar com o crime e o ladrão...
Fazer da desonestidade um plano e não exclusão...
E apresentar as ideias contrárias como recalque da nação.

Sou eu, é você e quem quiser incluir,
Somos nós mesmos os autores das luzes e escuridões,
É o jeitinho daqui e dali, uma moeda de troco, um pão.
Depois já nem me incomodo mais com o ladrão,
São as oportunidades! Ah, essas oportunidades!

Hoje elas fazem me sentir mais forte, mas amanhã fico sem tapete.
O mundo poluído de discurso aponta sua ética,
Para quem tem uma bússola quebrada, tanto faz.
E já que não há uma direção, para quê usar os olhos?
Se adapte e engula o vômito calado!

Enquanto uns vomitam suas ideias sobre a sociedade,
Outros se enojam e tomam caminhos contrários,
E levam pancadas por isso, mas fazem suas próprias escolhas.
Foi justamente nessa fresta de luz que vi...
Que eu já não cabia mais em mim.

Que o mundo é uma construção do artista que sou eu.
que minhas opções vão agradar e desagradar,
mas por que se incomodar se nem toda bússola está quebrada?
E mesmo que quebrada posso fazer do desconhecido, caminho.
E do caminho, a vida que quero desenhar.
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