Tg-Doxa - Professor Tiago Lacerda
Filosofia, Sociologia e Direito





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segunda-feira, 17 de junho de 2013

Escritores da Liberdade


Este post será a base para a publicação dos comentários sobre o filme que assistimos em sala e que será utilizado como escopo de nossas reflexões. Aguardem a orientação para saberem como será feito tal trabalho.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

A Cor do Paraíso



Resenha do filme: A Cor do Paraíso

por Tiago Lacerda

O filme conta a história de um garoto chamado Mohammad (Mohsen Ramezani), que vivia num colégio interno para cegos em Teerã, cidade distante do vilarejo onde vivia sua família: o pai (Hossein Mahjub), a avó (Salime Feizi), sua irmã maior (Farahnaz Safari) e sua irmã menor (Elham Sharifi). O filme foi produzido no Irã, em 1999, com roteiro e direção de Majid Majidi, que se tornou famoso depois da indicação de seu filme Filhos do Paraíso (1997) ao Oscar de filme estrangeiro.
A linha condutora da história perpassa pela relação entre pai e filho. Seu pai (Hossein Mahjub) é viúvo e reluta imensamente em aceitar o filho. Sua rejeição ao menino piora ainda mais depois da sua busca em contrair um novo casamento. A rejeição é devido o garoto de apenas 8 anos ser cego de nascença, o que envergonha o pai. Nas férias do colégio todas as crianças vão para casa para passar um tempo com a família, são três meses de descanso que se tornaram um grande pesadelo para Mohammad. Seu pai foi o último a buscá-lo no colégio, deixando que a angústia e o medo de não ser lembrado tomasse conta do garoto. Ao chegar lá o pai disse que não teria condições de levá-lo para casa. Pois já pensava na possibilidade do garoto atrapalhar os novos planos de casamento do pai. Outro empecilho era o preconceito da própria comunidade, pois as crianças que nascem com alguma deficiência são vistas como sinal de maldição na família a partir da cultura islâmica.
Em contrapartida o garoto é muito amado e querido pela avó e as irmãs. Mesmo assim seu pai o proibia fazer qualquer coisa que o colocasse em exposição, como ir ao colégio das irmãs. De tanto insistir, um dia a avó deixou que ele as acompanhasse e ele se saiu melhor na leitura que os colegas dessa classe. Mas ao sair da escola, seu pai que passava por perto o viu e ficou tão nervoso que resolveu colocar um ponto final nessa história antes que a notícia de um filho cego se espalhasse por todo o vilarejo. O pai resolve enviá-lo a um carpinteiro que também era cego para ajudar a Mohammad a aprender uma profissão e se virar sozinho. Na verdade estava querendo mesmo era se livrar da criança, o que causou grande tristeza na avó que adoeceu e logo veio a falecer. No mesmo tempo a família da noiva disse que a morte é um mau agouro e rompe o noivado deixando o pai de Mohammad desolado em sem esperanças. Nesse impasse ele vai ao encontro do filho, foi buscá-lo, mas na volta o garoto de desequilibra sobre o cavalo e cai numa correnteza forte que o leva rio abaixo.

O pai assistiu a cena pensativo, queria pensar melhor sobre o acontecimento, era uma oportunidade de se livrar do filho, mas resolve ir atrás do garoto e salvá-lo. Várias tentativas foram em vão dentro da correnteza até que em certo momento ele acordou do desmaio na beira da praia, onde avistou ao longe seu filho. Correu ao seu encontro e o abraçou, mas infelizmente nesse instante Mohammad já não tinha mais vida. Algo impressionante aconteceu. Uma luz pairou sobre a mão do garoto e ele começou a mexer com os dedos ao passo que termina o filme deixando várias possibilidades de interpretações.

E seu nome é Jonas (And your name is Jonah)



Resenha do filme: E seu nome é Jonas (And your name is Jonah)

por Tiago Lacerda


O filme E Seu Nome é Jonas (And Your Name Is Jonah) é classificado como drama e foi lançado em 1979 nos Estados Unidos sob a direção de Richard Michaels e apresenta a vida de um garoto surdo que viveu durante três anos em um hospital para crianças retardadas. O motivo dessa internação foi um diagnóstico errado dado por um médico da própria família. Após descobrir que o diagnóstico não era compatível com a realidade do garoto e que seu problema era apenas a surdez, os pais de Jonas (Jeff Bravin) o buscaram para viver novamente como uma criança normal junto ao seio familiar. Mas a partir daí ele encontrou vários obstáculos como o preconceito e a falta de informação por parte da própria família e sociedade para acolher e compreender as diferenças que existem em nosso meio.
Uma das maiores barreiras que Jonas enfrentou foi a da comunicação. Ele não compreendia o que as pessoas queriam dizer, não aprendeu a se comunicar no hospital, somente fazia as coisas básicas como comer sozinho e se vestir. Em casa Jonas foi incompreendido e o peso do diagnóstico errado ainda pairava sobre ele. O pai (James Woods) de Jonas não teve paciência para acompanhar seu progresso e resolveu deixar o lar para viver uma vida mais “tranquila”, ou seja, é mais fácil cortar o problema que pensar em resolvê-lo. A criança só precisava de um pouco de atenção e amor para superar as primeiras dificuldades e não teve isso por parte do próprio pai. Em compensação a mãe (Sally Struthers) o acompanhou durante esse processo buscando compreender o fenômeno da surdez para encontrar uma melhor maneira de convivência com alguém que tem uma forma diferente de se comunicar.
A primeira tentativa da mãe foi levar Jonas para uma escola que tinha como objetivo o “oralismo” que consistia em ensinar as crianças a falar, ler lábios, para que pudessem se comunicar com ouvintes e dessa forma se apresentarem como “normais” dentro da sociedade que dificulta a vida das pessoas que apresentam alguma diferença. Tal escola proibia qualquer comunicação em sinais, pois acreditavam que com isso as crianças se “tornavam preguiçosas para aprender a falar”, mas no filme essa metodologia não foi proveitosa, para Jonas. Ele encontrou uma forma melhor de se comunicar quando teve contato com a língua de sinais. A vida passou a ter um significado para ele, pois conseguiu compreender o que as pessoas queriam lhe dizer ao mesmo tempo que ele também poderia se expressar a partir de sua língua materna.
Dessa forma Jonas teve a partir do contato com a língua de sinais a possibilidade de viver como uma criança normal. A linha condutora do filme persiste em apresentar as dificuldades e possibilidades que uma pessoa surda encontra em sua vida. Se retirarmos o nosso próprio preconceito poderemos ajudar não só a comunidade surda, mas a nós mesmos. Podemos aprender muito com essa cultura e enriquecer a nossa vida partilhando o conhecimento e buscando uma abertura ao diferente que muitas vezes nos assusta, mas que pode ser a ponte para uma nova visão da vida e até mesmo de uma nova missão em poder ajudar àqueles que são em nossa sociedade excluídos dos meios sociais, educacionais, familiares, religiosos e promover uma verdadeira inclusão social a partir do amor e da abertura ao próximo.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Trabalho de Direito - 1º Ano de Logística


Segue abaixo material para auxiliar na pesquisa:

G1 - Direito Administrativo

Manual de Direito Administrativo - Alexandre Mazza

Direito Administrativo Descomplicado - Marcelo Alexandrino e Vicente Paulo


G2 - Direito Constitucional

Manual de Direito Constitucional - Paulo Mascarenhas

Direito Constitucional Descomplicado - Marcelo Alexandrino e Vicente Paulo

G3 - Direito Penal

Manual de Direito Penal - Guilherme de Souza Nucci

G4 - Direito Processual

Apostila de Direito Processual Civil

Apostila de Direito Processual Penal

G5 - Direito Tributário

Direito Tributário Brasileiro - Luciano Amaro

Manual de Direito Tributário - Eduardo Sabbag

G5 - Direito do Trabalho

Curso de Direito do Trabalho

Visitem com Frequência este post pois pretendo acrescentar algumas obras para pesquisa.



O trabalho consiste na construção de um texto conforme as normas da ABNT com: capa. folha de rosto, desenvolvimento e referências. O texto deverá ter no máximo 3 laudas. Cada grupo pesquisará somente sobre o assunto que escolheram em sala.



No desenvolvimento o grupo deverá ressaltar:

01) O conceito do ramo do Direito escolhido

a) A lei correspondente a este direito
b) Doutrina: algum livro ou apostila sobre o assunto.



As citações deverão ser diretas no próprio texto. Por exemplo:

Ao tratar sobre as pessoas jurídicas de direito privado daremos ênfase às associações que são "pessoas jurídicas de direito privado constituídas de pessoas que reúnem os seus esforços para a realização de fins não econômicos" (GONÇALVES, 2011, p.193), ou seja, fica explícito o escopo de sua criação, o que confirma  o art. 53 do Código Civil: “Constituem-se as associações pela união de pessoas que se organizem para fins não econômicos".

Quando citar, copiar uma frase, deverá colocá-la em aspas e dizer de onde é tal citação. Não  se pode escrever um texto inteiro e colocar as referências ao final sem ter citado durante o texto em que página ou artigo você está baseando sua escrita.



segunda-feira, 3 de junho de 2013

Breve análise do filme: Poder Além da Vida

 Poder Além da vida - Filme
Clique na foto para assistir ao filme


por Tiago Lacerda

O filme é baseado em fatos reais e pode ser considerado um material semiautobiográfico de Dan Millman, autor do livro intitulado O caminho do Guerreiro pacífico (Way of the peaceful warrior). A partir deste livro foi criado o filme Poder além da vida sob a direção de Victor Salva. O Filme é classificado como drama e foi lançado nos Estados Unidos no ano de 2006. O protagonista desta trama é o próprio Dan Millman interpretado pelo ator Scott Mechlowicz que é um ginasta muito entusiasmado pelo que faz e desejoso em participar das olimpíadas. Nada lhe falta: dinheiro, mulheres, faculdade, amigos e muitos troféus, mas mesmo tendo tudo isso um caos atravessa a sua vida, um caos no sentido de que as coisas se tornam desordenadas para uma hora se organizar. É preciso compreender que a vida é formada por essas forças antagônicas e que elas lutam dentro de nós para nos revelar quem somos.

O filme apresentou algumas regras sobre a vida que se apresenta sob os conceitos de paradoxo (a vida é um mistério, não desperdice seu tempo tentando compreendê-la), humor (mantenha seu senso de humor, principalmente em relação a você mesmo, é a força além de todas as medidas) e mudança (nada permanece imutável). Quem levou Millman nesta caminhada de descoberta foi Sócrates, que foi o eixo principal de suas novas descobertas, esse personagem é interpretado pelo ator Nick Nolte. Em meio a essa amizade aparece uma linda jovem chamada Joy (Amy Smart) que ajudará o ginasta a prosseguir sua trajetória em busca do conhecimento de si mesmo, das vitórias e do grande ideal que começara a almejar: ser um guerreiro de verdade, ou como explicita no livro de Dan Willman: um guerreiro pacífico.
O filme pode ser interpretado por diversos vieses. Citarei algumas cenas específicas para apresentar uma forma peculiar de assistir ao filme. Podemos começar numas das primeiras cenas do filme quando o jovem num diálogo com Sócrates escuta a primeira indagação: “você é feliz?”. A pergunta veio porque o jovem se ostentava em saber responder qualquer coisa. Nada lhe faltava, assim esta pergunta chega como um terremoto que estremece as bases psicológicas de uma pessoa segura de si. A primeira resposta partindo de Millman não poderia ser diferente: “o que felicidade tem a ver com isso?”, pois para uma pessoa materialista como ele o mais importante na vida é o que se pode conseguir com seu dinheiro: bens, títulos, mulheres etc.
No momento dessa pergunta partindo do pressuposto de que Sócrates é apenas uma idealização de seus desejos faz que o jovem atleta pense um pouco em tudo o que está fazendo. Será que vale a pena todo esforço se perdermos a nós mesmos? Buscamos conhecer o mundo e todas as coisas e nos esquecemos de quem somos e do que somos realmente capazes. Muitas vezes nos colocamos diante de nós mesmos e tememos ver e conhecer essa pessoa que se apresenta a nós. Pensamos ser mais forte que somos, mais inteligente que apresentamos, enquanto no fundo olhamos apenas para o nosso próprio ideal. Sócrates no filme representa a figura de um filósofo grego, um homem maduro que sabe tomar as decisões e que tem consciência de que “sabe que não sabe nada”, ou seja, pode aprender muito com as outras pessoas e retirar o conhecimento de dentro de cada delas.

Antes da cena do assalto, Millman se questionava sobre os valores que tinha. Sobre o que é certo e errado e percebeu que há uma convenção sobre o que é certo: em relação aos outros, ao que sabemos ou viver como vivemos. Aprendeu que não existe certo e que nunca vai estar certo ou mais errado que os outros. Que é preciso ter consciência de suas escolhas. Pois “todas as ações têm suas satisfações e seu preço, reconhecendo os dois lados o mundo se torna mais realista e responsável por suas ações”. Após essa reflexão ele sai do lugar em que estava e é assaltado, num primeiro momento ele pensa em revidar, no filme, ele diz isso para Sócrates: “uma pequena vantagem na hora e no lugar certo”, pois Sócrates poderia acabar com eles. Na verdade quem poderia acabar com eles era o ego de Millman que se achava forte o bastante para iniciar um duelo, mas ao perceber uma arma apontada em sua cabeça, a situação muda. No filme Sócrates joga a carteira, nesse momento é Millman, sua parte madura e racional que age, não reagindo. Esse é um dos ensinamentos do filme, ser um guerreiro pacífico, ou seja, você pode ganhar a guerra de uma forma inteligente.

O filme se desenvolve com inúmeros ensinamentos nesse sentido. Um dos precípuos é que pensamos que nossa alegria se encontra no destino que traçamos, mas nos enganamos. Pois é na jornada que a felicidade se desenvolve. Nossa vida precisa ser vivida intensamente no presente, não em desejos futuros ou recordações do passado. Assim o filme mostra que é possível atingir nossas metas quando colocamos o coração no aqui e agora, lugar fértil onde se pode cultivar uma história de autoconhecimento.


sábado, 1 de junho de 2013

Assédio Moral e Sexual no Trabalho


Esta atividade é para a turma: 1º RH.

Você encontrará um link para baixar a Cartilha elaborada pela Subcomissão de Gênero com participação da Comissão de Ética do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego).


Para baixar a cartilha Clique aqui

Após salvar a cartilha em seu computador elabore uma produção de texto que aborde as seguintes perguntas:

01) O que é assédio Moral?
02) Descreva sobre o assédio moral contra: mulheres, homens, doentes e acidentados.
03) O que é assédio sexual?
04) Só existe assédio sexual de homens contra mulheres? Comente.

Essas quatro perguntas acima deverão ser contempladas na produção de texto que deverá ser entregue nas normas da ABNT conforme apresentadas em sala de aula. Para complementar esta atividade construa sua crítica a respeito do tema e publique nos comentários deste post.
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