sexta-feira, 24 de julho de 2009

Homenagem à Alice


Alice é outra senhora muito carinhosa a quem dedico esta canção. Seu semblante me leva a procurar a paz, a desejá-la e buscá-la com todas as minhas energias. Alice é simples, frágil fisicamente, mas por dentro, uma fortaleza, e o melhor é que ela permite que esta força se espraie sobre os que a circundam. Minha querida, receba com carinho esta homenagem e continue sendo esta pessoa maravilhosa!
ALICE EM BRADO DE PAZ

Quando vejo um sorriso, sinal de paz.
Quando vejo as nuvens brancas, isso tudo me compraz.
Eu busco a Paz, eu busco a paz,
A paz, a paz, a paz.
Já ouvi tantos segredos, tantas coisas ao luar.
E ajudei a tanta gente que nem me lembro mais.
Eu busco a Paz, eu busco a paz,
A paz, a paz, a paz.
Ouço o brado de Marias, Anas, Glórias e Franciscas.
Mas de um não me esqueço é o grito de Alice.
Que busca a paz, busca a paz,
A paz, a paz, a paz.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Sexualidade - Parte II



Os conceitos de Sexualidade

Mas então o que é a sexualidade? Essa pergunta grita dentro de nós em busca de um conhecimento mais profundo do nosso próprio ser. Inúmeras pessoas buscam ser felizes no amor, buscam gurus, cartomantes e inúmeros livros de auto-ajuda para satisfazerem seus desejos e angustias, que na sua maioria estão relacionadas com a sexualidade, ou a má vivência da mesma. Antes de tudo gostaria de dizer que a sexualidade não se reduz também a uma única definição, mas poderemos encontrar várias.

O médico, em sua perspectiva, define a sexualidade em termos de funcionamento do corpo humano. O psicólogo, o moralista, o sociólogo e os demais profissionais fazem o mesmo, cada um a partir de seu campo de estudo[1].

Percebemos que na mesma perspectiva que encontramos em diversas áreas conotações diferentes do mesmo termo, encontramos também em diversas culturas a vivência diferenciada da sexualidade, com valores distintos devido à pluralidade cultural e crenças. Assim para termos um direcionamento neste estudo optamos em adotar uma definição a partir do contexto da psicologia humanista e, mais particularmente, a partir do enfoque centrado na pessoa.

Sexualidade é uma energia, uma força positiva capaz de gerar vida, plenitude e realização. A sexualidade auxilia o desenvolvimento da pessoa, uma vez que possui uma grande variedade de elementos. Tem um dinamismo direcionado para uma conduta positiva que dá vida, embora passe, como todo processo, por diferentes etapas, nas quais há clareza e obscuridade, avanços e retrocessos[2].

Por isso a sexualidade não pode ser vista isoladamente, mas na pessoa em seu todo, uma vez que tem a ver com o sexo, a procriação, a afetividade, o amor a espiritualidade, o prazer e outras dimensões importantes da vida. Percebemos que a sexualidade é de extrema importância para a vida do ser humano, e que tudo na pessoa é sexual, mas estamos cientes de que a sexualidade não é tudo, mas é muito profícua ao desenvolvimento humano na relação interna e também na alteridade. Ela tem a ver com a maneira de falar, de pensar, de expressar-se, de caminhar, de sentar-se, de sentir, e como supracitado, está presente o tempo todo na vida das pessoas, especialmente na alteridade.

A sexualidade afeta todos os aspectos da pessoa humana, em sua unidade de corpo e alma. Diz respeito particularmente à afetividade, à capacidade de amar e de procriar e, de uma maneira mais geral, à aptidão a criar vínculos de comunhão com os outros[3].
Esta parte se detém em apenas ampliar um pouco o nosso conceito sobre este assunto. Não podemos limitá-lo a uma unica esfera da vida do homem, mas espraiá-lo em todo o seu viver. nas próximas publicações adentraremos outros aspectos da sexualidade que nos ajudarão a compreender melhor toda a dinâmica de nossa vida tão pouco conhecida.

[1] CASTELLANOS, Luis Valdez. O dom da sexualidade, p.12.
[2] Ibidem, p.12.
[3] Catecismo da Igreja Católica, 2332, p.605.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Homenagem à Mary

Mais uma vez homenageio outra pessoa que me ajudou a compreender muita coisa com seu silêncio e impossibilidade de movimentar-se. Mary (in memoriam), era uma senhora que não podia muita coisa sem o auxílio dos que estavam por perto, até mesmo para alimentar-se necessitava de um "anjo" para lhe suprir em suas necessidades, e algumas vezes tive a oportunidade de ser em sua vida este anjo que o senhor envia. Por isso decidi escrever esta música para homenageá-la, mostrando-lhe que a sua sensibilidade era uma ponte oportuna de Deus manifestar sua graça através dos irmãos.

Certa vez Jesus espalhou uma porção de barro nos olhos de um cego e disse: “Vai, lava-te no tanque de Siloé” (João 9:7a). De alguma forma, o cego encontrou o tanque. Ele lavou os olhos e depois “voltou vendo” (v. 7b).
Por isso coloquei na música a passagem de Siloé. Mary não podia ir até este tanque, mas percebi com sua vida que muitos a ajudavam a caminhar, a ir aonde era necessário for para voltar curada, não da cegueira porque ela enxergava, mas de tantos pormenores que permeiam a existência.



Mary, a você esta canção:

O Pórtico de Mary

Estou aqui, a observar, Todos a minha volta.
Tenho vontade de gritar, mas minha pequena voz,
É como a de uma criança, quer encontrar abrigo,
Quer fugir do perigo, mas sem forças não posso lutar,
Aceitei me abandonar.
Eu preciso de ti, sozinho eu não posso caminhar.
Tenho a ti para eu andar, pois em Siloé, Quero me banhar.
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