Tg-Doxa - Professor Tiago Lacerda
Filosofia, Sociologia e Direito





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segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Sexualidade Parte IV


Mal uso das palavras:
Sexualidade e Impulsos sexuais



Alguns abusos, má conduta e violência sexual por parte de muitos homens são atribuídas impropriamente ao instinto sexual. Justifica-se dizendo que o desejo sexual é algo natural, que é um instinto. Convém distinguir instinto de impulso. Segundo (CASTELLANOS, 2005), baseado no psicanalista Anatrella, afirma que Freud mostra que não existe o instinto sexual, mas o impulso sexual. Ele agrupa os instintos com relação à autoconservação, por exemplo: a fome e o instinto de sobrevivência[1] (Três ensaios sobre a teoria da sexualidade, de 1905).
Isso explica que o instinto deva satisfazer-se com um objeto real, a fome requer comida e não pode contentar com outra coisa que não essa, por exemplo, praticar esporte.
No entanto o impulso não existe no inicio da vida, mas surge e se desenvolve quando a criança começa a ter carências. Noutras palavras o impulso consiste numa força que nos leva a resolver uma carência. Ora o impulso sexual pode satisfazer-se de muitas maneiras, mediante muitas atividades – é a chamada sublimação[2].

Os instintos exigem satisfação imediata, pois não podem transformar-se: a fome continuará a ser fome. No entanto, os impulsos sexuais não exigem realizações imediatas na realidade. Por isso aceitar a sexualidade como algo instintivo gera situações de abuso e de falta de respeito a outras pessoas, sob o pretexto de ser uma necessidade de vida ou morte. E os que a reduzem a um instinto, transformam-se em escravos da sexualidade reduzida ao sexo, como uma força maior do que eles. Isto não ajuda o indivíduo a crescer, tampouco a bem relacionar-se com os demais porque pode pensar que em suas relações o outro é apenas um objeto que se não se necessita mais dele, pode-se com facilidade descartá-lo. Assim, percebe-se que essa reação é impensada e fruto de uma má formação sobre sexualidade e má vivência da mesma, o que pode levar ao abuso e busca desregrada do prazer que não é o objetivo da plenitude sexual vivida em todas as áreas de nossa vida. Com a sexualidade bem norteada podemos viver em harmonia conosco mesmo e com os outros que também fazem parte da integração e completude de nossa sexualidade.
[1] CASTELLANOS, Luis Valdez. O dom da sexualidade, p.23.
[2] Ibidem, p.23.
Referências
CASTELHANOS, Luis Valdez. O Don da sexualidade. São Paulo: Edições Loyola, 2005.
Catecismo da Igreja Católica. São Paulo: Edições Loyola, 2000.
HOUAISS, Antônio; VILLAR, Mauro de Sales. Dicionário Houaiss da Língua portuguesa. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001.

2 comentários:

orvalho do ceu disse...

Olá, Tiago
Paz e serenidade para você!!!
Mais uma vez você posta sobre esta temática importante. Parabéns pela sua coragem!!!
A sexualidde quando temperada com o sal da sabedoria está cheia de unção celeste e faz com que o ânimo saboreie a abundância das doçuras que se encontram em DEUS!
Sejamos felizes!!!
Beijos
Roselia

Tiago Eurico de Lacerda disse...

Cara Rosélia,
Sempre presente comentando o meu blog. Palavras concisas e muito profundas. Obrigado pela presença neste estpaço de ideias. Sua pontualidade nos ajuda a rezar.

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