Tg-Doxa - Professor Tiago Lacerda
Filosofia, Sociologia e Direito





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segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Sexualidade - Parte III


Afetividade e Sexualidade



Dentro da sexualidade veremos a afetividade, que é seguida de sentimentos, sensações de todo tipo e que tem forte incidência na pessoa. A afetividade segundo o dicionário Houaiss é um conjunto de fenômenos psíquicos que são experimentados e vivenciados na forma de emoções e sentimentos[1]. É como nos apresentamos e como reagimos diante de diversas situações, o que sentimos e como procedemos com tais sentimentos.
Por isso a sexualidade pode ser entendida segundo (CASTELLANOS, 2005) como o conjunto dos elementos que constituem a pessoa: a identidade, a procriação, a afetividade, a sociabilidade, o amor, a espiritualidade e os órgãos que tema a ver com ela[2]. É o ser humano em sua totalidade, sua forma de se apresentar, se definir, é a sua percepção de mundo e pessoas, como se relaciona e sua capacidade de amar, de se comunicar com os outros e fazer dessa relação, momento de crescimento e maturidade, respeitando as diferenças e a identidade do outro.

Cabe a cada um, homem e mulher, reconhecer e aceitar sua identidade sexual. A diferença e a complementaridade físicas, morais e espirituais estão orientadas para os bens do casamento e para o desabrochar da vida familiar[3].

Vimos que a partir de uma aceitação da peculiaridade da sexualidade é possível também compreender e aceitar o diferente. O homem vive com suas características fundamentais e da mesma forma a mulher e, mutuamente se complementam, se unem para viver a integralidade de sua sexualidade através da partilha e convivência, do deixar-se ser complementado na alteridade, porque sozinho é muito difícil viver a sexualidade, precisamos do outro, somos seres gregários e vivemos numa sociedade que a cada dia nos afasta de uma vida comunitária, em comunhão com os demais, devido à individualidade e narcisismo implantado pela era que vivemos, onde tudo é descartável e da mesma forma as nossas relações recíprocas sociais. Tratamos o outro com utilitarismo, enquanto me serve eu o mantenho por perto, mas nos enfadamos com as relações, queremos sentir sempre algo novo, sempre algo que ninguém ainda já experimentou, somos levados a assim nos conduzir no embalo da pós-modernidade onde reina uma crise do niilismo, de um vazio que nos leva a ter uma constante busca de prazer, ainda que desordenado e que vá de encontro com os valores sociais vigentes, ou morais que guardamos dentro de nós.
[1] HOUAISS, Antônio; VILLAR, Mauro de Sales. Dicionário Houaiss da Língua portuguesa, p.102.
[2] CASTELLANOS, Luis Valdez. O dom da sexualidade, p.13.
[3] Catecismo da Igreja Católica, 2333, p.605.

Um comentário:

roselia disse...

Oi,meu irmão
É bom ler seus artigos. Parabéns!
Hoje estou exatamente meditando sobre a DUREZA DE CORAÇÃO... "coincidentemente" você posta sobre sexualidade...
É, como o ser humano insiste na aspereza...na falta de humanidade...
Creio que a ausência de Deus é um dos maiores obstáculos para a anormalidade sexual...
A meu ver, Deus abrange TODAS as áreas do nosso ser, Thiago, como você bem sabe.
Rezo todos os dias para sermos mais afetuosos conosco mesmo, com os demais e com o Senhor da VIDA em plenitude. Ajude-me, sim, meu querido?
BJs
Roselia
espiritual-idade.spaces.live.com

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