Tg-Doxa - Professor Tiago Lacerda
Filosofia, Sociologia e Direito





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segunda-feira, 29 de junho de 2009

Sexualidade - Parte I


Tenho lido sobre sexualidade e percebido que ela é algo de mais belo que existe em nós. Que é muito mais ampla que imaginamos e resolvi escrever um artigo e postar aqui no blog. Vou publicar por partes, aqui está a introdução do meu trabalho, escrevo numa linguagem simples e estou aberto para receber, pelos comentário, as sugestões e observações pertinentes a este tema.
A Não redução da Sexualidade à Genitalidade

INTRODUÇÃO
A sexualidade deve ser vista de uma forma integral, o ser humano é todo sexual, vive sua vida em funções sexuais, seja de relacionamentos familiares, afetivos, eróticos enfim, a sexualidade permeia a nossa vida. Ao mencionar tal palavra sexualidade, o que primeiro vem à nossa mente é um reducionismo ao genitalismo, isso é um erro, reduzir a tão pouco um conceito muito mais amplo. As pessoas tendem a recordar e associar a sexualidade com os órgãos reprodutores, com o coito ou relações sexuais, mas a sexualidade não se resume nisto.

Se um extraterrestre visitasse a terra e quisesse conhecer nossa sexualidade, muitos lhe recomendariam que comprasse livros. Na livraria, ao ver títulos como Mil maneiras de fazer amor, Como curar a impotência e a frigidez?, Remédios para a ejaculação precoce, Seja eficiente na cama etc., com toda certeza pensaria que a sexualidade para os terráqueos é cheia de problemas e dificuldades[1].

É notório que é preciso desmistificar um pouco essa fantasia que existe por trás de tais conceitos errôneos e reducionistas. Muito dessas ideias são derivadas da má educação recebida e alguns vivem complexos de culpa e as experiências que deveriam ser bonitas são às vezes vergonhosas levando o indivíduo a não querer comentar. E segundo (CASTELLANOS, 2005, p.12) se essas pessoas são tementes a Deus, freqüentemente elas identificam a sexualidade com o pecado, com algo vergonhoso, algo sujo. Mais uma vez vimos que nesse caminho as pessoas reduzem toda a sexualidade a atos sexuais, que se não bem vividos, desestruturam mais ainda o conceito e ideia de uma sexualidade ampla e sadia, que é inerente a nossa vida e que sem ela não conseguimos dar passos seguros nos nossos relacionamentos interpessoais.
[1] CASTELLANOS, Luis Valdez. O dom da sexualidade, p.11.

4 comentários:

Jaderson Pissinati disse...

Sexo é muito bom. Conhecer a própria sexualidade é melhor ainda. Apesar de vivermos um "modernismo" apregoado por muitos, sexo ainda é um grande tabu em nosso meio e sexualidade, no sentido amplo da palavra, ainda não é conhecida como deveria. Espero que suas considerações sobre sexualidade nos seja de grande alento, para que possamos aprender a apreciar as belezas que Deus nos proporcionou.

Tiago Eurico de Lacerda disse...

Minhas considerações serão a partir de uma visão cristã, mas que abrange de forma interessante a nossa sexualidade de forma a não reduzi-la ao genital, ao sexo puramente dito, sexualidade transcende a sexo. Veremos nas próximas postagens.

Anônimo disse...

Falar sobre SEXUALIDADE ainda é muito complexo em nossa realidade/sociedade, pois o verdadeiro sentido da palavra muito desconhecem.
Sexualidade é um termo amplamente abrangente que engloba inúmeros fatores e dificilmente se encaixa em uma definição única e absoluta.
O termo “sexualidade” nos remete a um universo onde tudo é relativo, pessoal e muitas vezes paradoxal. Pode-se dizer que é traço mais íntimo do ser humano e como tal, se manifesta diferentemente em cada indivíduo de acordo com a realidade e as experiências vivenciadas pelo mesmo.
Muitas vezes se confunde o conceito de sexualidade com o do sexo propriamente dito. É importante salientar que um não necessariamente precisa vir acompanhado do outro. Cabe a cada um decidir qual o momento propício para que esta sexualidade se manifeste de forma física e seja compartilhada com outro indivíduo através do sexo, que é apenas uma das suas formas de se chegar à satisfação desejada. Sexualidade é uma característica geral experimentada por todo o ser humano e não necessita de relação exacerbada com o sexo, uma vez que se define pela busca de prazeres, sendo estes não apenas os explicitamente sexuais. Pode-se entender como constituinte de sexualidade, a necessidade de admiração e gosto pelo próprio corpo por exemplo, o que não necessariamente signifique uma relação narcísica de amor incondicional ao ego.

orvalho do ceu disse...

Olá, amigo
O segundo parágrafo do comentário é excelente... Tudo de mal se esvai quando nossa sexualidade é exprimida de uma maneira acertada...
A vida pode ser vista com óculos colorido... não fantasiada...
É presente de Deus e sem sexualidade somos como lesmas...por exemplo... irracionais, sem sentido de vida, sem força energética costrutora...
Avancemos para águas mais profundas do nosso ser e seremos perfeitamente contemplados com a extasiante força sexual que emana do nosso centro interior oriundas do nosso criador.
Elucidar este mistério é viver em profundidade como convém aos cristãos.
Entremos em intimidade conosco mesmos e seremos muito felizes e a Santíssima Trindade assim o quer.
Abraço Terapêutico, meu irmão
Roselia
espiritual-idade.spaces.live.com

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